28 outubro 2012

Reflexo da alma




O espelho da dor, o reflexo da alma, a vitrine do coração e a entrada de tudo que estar a sua frente. É sem dúvida o termômetro da sua angustia, da sua insatisfação. Nele é refletido o que acontece na mais profunda da alma de alguém, mesmo existindo lá no fundo um secreto e intocável, mas é sentido e notado pelas pessoas de bom coração e de sensibilidade, pessoas que tem amor pelas outras pessoas.
       Refletir o que sentimos é fácil, será percebido por muitos, mas entendido por poucos. Difícil vai ser conviver com tudo isso e ainda termos que disfarçar no sorriso o que no olhar nos conseguimos esconder. Sorrir é simples, pode ser fácil, mas não é fácil fazer desse sorriso a porta para a alegria em nosso olhar, e o alivio para a dor que sentimos a cada dia que precisamos pedir perdão a nós mesmos pelo sofrimento que nos prende a pele à alma e nos sufoca a ternura do olhar.
      Quando criança é fácil ser feliz, um pequeno brinquedo nos satisfaz plenamente, mas a falta de um, nos torna, adultos infelizes, tristes e amargurados e acabamos fazendo de pessoas ao nosso lado brinquedos, para termos a satisfação que não tivemos na infância. Brincar é bom para quem brinca. Ser brinquedo é nos tornar plásticos, madeira, pelúcia, objetos sem sentimentos, podendo ser frio ou até aquecer, mas vamos, nos desgastando e ficando cada dia mais esquecido. A vida não é uma festa, mas bem que poderia ser, si deixássemos de olhar para os passos errados de quem dança, para a roupa rasgada de quem se senti bela, se aceitássemos que para dançarmos só precisamos ouvir a música, que sem sapatos ou com passos errados, podemos flutuar, nos deliciar com o momento. A imperfeição e a diferença podem ser percebidas, mas não precisa ser notada, avaliada e julgada, deve ser aceita e amada sem medo. O medo nos torna infelizes e incapazes de ir além, de fazer de um obstáculo uma lição de vida. Fazer de algo que parecia difícil de carregar, uma simples brisa de sentimento e alegria. Amar é nada mais que isso, saber transpor o melhor de si para o mundo e fazer dos desafios uma breve lição e dos momentos uma eterna lembrança e dos dias vividos uma constante felicidade.

De quem é a culpa?







Não sei se por minha culpa, ou por culpa do destino!
Sofrer é algo inevitável quando se vive. Viver sem se esconder ou até mesmos se escondendo por medo de parecer intransigente, maliciosa ou até aproveitadora, aproveitadora de sentimento, de carinho, de amor. No amor,  se é que ainda existe esse sentimento em grande parte dos seres humanos de hoje, é um sentimento que tá se tornando pequeno e instinto, cada dia mais tá se tornando em dor e sofrimento, em ferida que não cicatriza, e a busca pelo remédio tem sido cada vez mais inútil. Está machucado e ferido é algo que parece cada dia mais comum neste mundo cão, as pessoas estão mais frios e sem sentimento, são covardes e desonestos com quem se ilude e entrega seus melhores sentimentos nas mãos de pessoas sem coração.
Se doar a alguém sem olhar os defeitos e aceitar as imperfeições que trazem consigo é cada dia mais difícil, fazemos isso e em troca recebemos ingratidão e frieza, como se não fossemos humanos, fossemos uma máquina, que somos ligadas no momento desejado, para satisfazermos os desejos mais supérfluos de seres intrigantes e que não se responsabilizam pelas palavras e atitudes. Ter um ser assim por perto é só sofrimento, é como se na sua vida, você tivesse condenado a viver como objeto, como se a sua vida não fizesse o menor sentido para estas pessoas e tudo que bastasse para eles fosse um pequeno momento de prazer e nada mais, como se o outro dia não significasse nada mais na  vida e no coração.
Temos que cada vez mais tolerar essa falta de sentimento e nos tornar frios e inconsequentes, vivendo por viver, sem saber qual nossa missão. Será só perdoar quem nos feri, quem nos aniquila e nos torna pedra? Cada dia que passa, penso que é cada vez mais inútil acreditar nas palavras das pessoas que se aproxima de você com, digamos "boas intenções", essas boas intenções o inferno está cheio e a terra também. Não dá mais pra dizer que podemos amar sem culpa, pois culpa, temos por amar, mas não por não sermos amados. Culpa essa de nos deixamos levar pelo inevitável e a cada momento nos torna mais dependentes dessa vida que nos destrói como seres românticos e calorosos. Viramos bonecos, fantoches e somos usados para satisfazer o prazer momentâneo de alguém que não percebe que não conseguimos mais amar, pois esse pedaço do coração já foi arrancado a muito tempo, mas que criamos as expectativas de sermos tratados como alguém que tem vida, que chora e que um dia amou....