28 outubro 2012

De quem é a culpa?







Não sei se por minha culpa, ou por culpa do destino!
Sofrer é algo inevitável quando se vive. Viver sem se esconder ou até mesmos se escondendo por medo de parecer intransigente, maliciosa ou até aproveitadora, aproveitadora de sentimento, de carinho, de amor. No amor,  se é que ainda existe esse sentimento em grande parte dos seres humanos de hoje, é um sentimento que tá se tornando pequeno e instinto, cada dia mais tá se tornando em dor e sofrimento, em ferida que não cicatriza, e a busca pelo remédio tem sido cada vez mais inútil. Está machucado e ferido é algo que parece cada dia mais comum neste mundo cão, as pessoas estão mais frios e sem sentimento, são covardes e desonestos com quem se ilude e entrega seus melhores sentimentos nas mãos de pessoas sem coração.
Se doar a alguém sem olhar os defeitos e aceitar as imperfeições que trazem consigo é cada dia mais difícil, fazemos isso e em troca recebemos ingratidão e frieza, como se não fossemos humanos, fossemos uma máquina, que somos ligadas no momento desejado, para satisfazermos os desejos mais supérfluos de seres intrigantes e que não se responsabilizam pelas palavras e atitudes. Ter um ser assim por perto é só sofrimento, é como se na sua vida, você tivesse condenado a viver como objeto, como se a sua vida não fizesse o menor sentido para estas pessoas e tudo que bastasse para eles fosse um pequeno momento de prazer e nada mais, como se o outro dia não significasse nada mais na  vida e no coração.
Temos que cada vez mais tolerar essa falta de sentimento e nos tornar frios e inconsequentes, vivendo por viver, sem saber qual nossa missão. Será só perdoar quem nos feri, quem nos aniquila e nos torna pedra? Cada dia que passa, penso que é cada vez mais inútil acreditar nas palavras das pessoas que se aproxima de você com, digamos "boas intenções", essas boas intenções o inferno está cheio e a terra também. Não dá mais pra dizer que podemos amar sem culpa, pois culpa, temos por amar, mas não por não sermos amados. Culpa essa de nos deixamos levar pelo inevitável e a cada momento nos torna mais dependentes dessa vida que nos destrói como seres românticos e calorosos. Viramos bonecos, fantoches e somos usados para satisfazer o prazer momentâneo de alguém que não percebe que não conseguimos mais amar, pois esse pedaço do coração já foi arrancado a muito tempo, mas que criamos as expectativas de sermos tratados como alguém que tem vida, que chora e que um dia amou....

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