Após 4 anos em silêncio, estou eu aqui novamente.

Muitas coisas mudaram. Aprendi a lidar um pouco mais com minhas angustias e ansiedades. Faltou vontade e tempo pra escrever. Sentimentos e palavras não. Nunca diria que os dias passados em silêncio foram menos angustiantes e felizes que os anteriores, pelo contrário, foram mais intensos em tudo. Talvez por isso não escrevia, estava vivendo na mesma intensidade. Foram dias, meses e anos de aprendizado, ensinamentos e escolhas. Dúvidas? Ah.. existiram muitas. Ainda existem.
Hoje mais forte, mais vivida, mas talvez ainda com o mesmo brilho. Que as desilusões tentaram apagar e não conseguiram. Um dia eu ouvi uma música, resolvi seguir o ritmo e dancei, dancei tanto que o brilho se acendeu novamente.
Contar minha história? Para que? Ela ainda não acabou.
Quem sabe os meus passos estão sendo dados, como quando eu descobri que poderia andar. Lentos, medrosos e às vezes impulsivos. Mas hoje minhas pernas estão fortes, aguentam a queda e já sabem levantar e até correr. Sendo que o medo hoje é não saber o caminho. O trecho é desconhecido e muitas vezes solitário.
Grande é a velocidade, mas a vontade não é mais tamanha e sim intensa. Já parei de me ausentar e larguei de vez a ansiedade de ver acontecer. Estendo meu tapete e faço acontecer. Será que hoje entendi o sentido de viver ou to me enganando mais uma vez achando que posso sair por aí atirando meus desejos e observando quem vai cair na armadilha e quem vai fugir por medo. As armadilhas não são traiçoeiras, são inércias que insistem em nos perseguir.
Um dia tudo isso vai virar passado, mas de que importa se passado só se conta e não se vive, já viveu, já esqueceu. Aí vai surgir a angustia de ter ele de volta, para que o hoje não seja a consequência dos erros cometidos e da busca incessante do hoje. Hoje é minha vida, um pouco fugida; um pouco ferida; um pouco magoada; mas é minha. Tento agarra-la e não consigo, é minha, mas não a tomo em minhas mãos, não a domino como desejo. Mas os desejos, esses sim eu domino.
Pra encerrar essa minha volta, volta já indo e se despedindo, quem sabe amanhã aqui de novo ou daqui um ano. O segredo é fazer, sendo hoje ou amanhã, faremos e daremos certo um dia.
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